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O JavaScript possui um modelo de concorrência baseado em um event loop (laço de eventos), em português), responsável pela execução do código, coleta e processamento de eventos e execução de subtarefas enfileiradas. Este modelo é bem diferente de outras linguagens, como C ou Java, por exemplo.
Os próximos tópicos irão explicar teoricamente o modelo. Interpretadores modernos de JavaScript implementam e otimizam fortemente as semânticas descritas.
As chamadas de funções criam uma pilha de frames (quadros).
Ordem das operações:
Note que os argumentos e variáveis locais podem continuar existindo, pois são armazenados fora da pilha — de forma que podem ser acessados por quaisquer funções aninhadas muito depois de sua função externa ter retornado.
Os objetos são alocados em um heap (acervo), que é apenas um nome para denotar uma grande região não estruturada da memória.
O runtime do JavaScript contém uma fila de mensagens, que é uma lista de mensagens a serem processadas. Cada mensagem é associada a uma função, que é chamada para lidar com a mensagem.
Em algum ponto durante o event loop (laço de eventos), o runtime começa a manipular as mensagens na fila, começando pela mais antiga. Para fazer isso, a mensagem é removida da fila e sua função correspondente é chamada com a mensagem como um parâmetro de input (entrada). Como de costume, chamar uma função cria um novo frame (quadro) na pilha para uso dessa função.
O processamento de funções continua até que a pilha fique novamente vazia, então o event loop processará a próxima mensagem na fila (se houver uma).
O Event loop tem esse nome por causa da forma que normalmente é implementado, que se assemelha a:
queue.waitForMessage aguarda, de maneira síncrona, receber uma mensagem (se não houver nenhuma já disponível esperando para ser tratada).
Cada mensagem é processada completamente antes de outra mensagem ser processada. Isso oferece um bom fundamento ao pensar sobre o seu software, incluindo o fato de que, independente de quando uma função é executada, ela não pode ser interrompida e, portanto, será executada por completo antes que outro código rode (e modifique dados manipuláveis pela função). Isso é diferente do C, por exemplo, no qual uma função que está sendo executada em uma thread (um fluxo de execução), pode ser interrompida a qualquer momento para executar um outro código em outra thread.
Um aspecto negativo deste modelo é que se uma mensagem levar muito tempo para ser finalizada, a aplicação web ficará indisponível para processar as interações do usuário, como cliques ou rolagens. O navegador mitiga este problema através do aviso: "Um script desta página pode estar ocupado, ou parou de responder". Uma boa prática a seguir é fazer o processamento de mensagens curtas, e, se possível, dividir uma longa mensagem em múltiplas mensagens menores.
Nos navegadores, as mensagens são adicionadas a qualquer momento que um evento é acionado se este possuir um listener (ouvinte). Caso não haja, o evento será ignorado. Assim, um clique em um elemento com um manipulador de eventos de clique adicionará uma mensagem, como qualquer outro evento.
A função setTimeout é chamada com 2 argumentos: uma mensagem para adicionar à fila (queue) e um valor em tempo (opcional, o padrão é 0). O valor de tempo (time value) representa o intervalo (mínimo) com que a mensagem será realmente enviada à fila. Se não houver outra mensagem na fila, a mensagem será processada logo após o intervalo. No entanto, caso haja mensagens, a mensagem setTimeout terá que esperar até que outras mensagens sejam processadas. Por esse motivo, o segundo argumento indica um tempo mínimo e não um tempo garantido.
Aqui está um exemplo que demonstra esse conceito (setTimeout não é executado imediatamente após o temporizador expirar):
O intervalo zero não significa, necessariamente, que o callback será disparado após zero milissegundos. Chamar setTimeout com um intervalo de 0 (zero) milissegundos não executa a função do callback após intervalo dado.
A execução depende do número de mensagens em espera na fila. No exemplo abaixo, a mensagem ''this is just a message'' será escrita no console antes que a mensagem do callback seja processada, porque, como informado previamente, o intervalo definido na função indica o tempo mínimo necessário para que a aplicação processe a requisição e não o tempo exato de processamento.
Basicamente, setTimeout precisa esperar que todo o código das mensagens enfileiradas seja concluído, mesmo que você tenha especificado um tempo limite específico para o seu setTimeout.
Um web worker ou um iframe com uma diferente origem (cross-origin) tem seu próprio stack, heap e queue de messagens. Dois runtimes distintos só podem se comunicar por meio do envio de mensagens via método postMessage. Este método adiciona uma mensagem ao outro runtime, se este escutar os eventos de message.
Uma propriedade muito interessante do modelo event loop é que o JavaScript, ao contrário de muitas outras linguagens, nunca bloqueia. A manipulação de E/S (I/O) é tipicamente realizada através de eventos e callbacks. Portanto, quando uma aplicação está esperando pelo retorno de uma consulta do IndexedDB ou de uma requisição XHR, ela ainda pode processar outras coisas, como as ações do usuário.
Exceções de legado existem, como por exemplo, alert ou XHR síncrono, mas é considerado uma boa prática evitá-los. Tome cuidado, exceções a exceção existem (mas geralmente são, mais do que qualquer coisa, bugs de implementação).
This page was last modified on 27 de abr. de 2025 by MDN contributors.
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